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Hoje, nem contando até 10 ...
Os últimos acontecimentos relacionados à vacina H1N1 (gripe A) e a as mortes fetais ocorridas, têm provocado em mim vários sentimentos contraditórios, mas sobretudo uma enorme consternação por perceber que o papel da comunicação social não é, de todo, o mais esclarecedor, provocando, inclusive, o pânico e o alarmismo ao redor de um assunto que existe há muitos anos: morte fetal.Todos os dias morrem bebés, todos os dias se verificam em Portugal mortes fetais e que me desculpem, mais uma vez os mídia, mas são muitas mais que 1 por dia.
Em Portugal, desde há pelo menos 7 anos, vivencio esta realidade na associação e gostava de sublinhar que, neste caso, sem a interferência de qualquer tipo de vacina.Esclareço, portanto, que a morte fetal tem acontecido a muitas famílias ao longo de muito tempo e nem por isso, algum dia, pude perceber este interesse e até admiração por acontecer a morte de bebés às 34, 37 ou 30 semanas de gestação.
Mais uma vez lamento que se para falar de algo realmente grave, como o é a morte prematura de um bebé que se carrega no ventre, se tenha que manipular factos, acontecimentos e emoções da população em geral.
Gostava de observar esta preocupação de forma gratuita, isto é, preocupação apenas e só com MORTE FETAL, independentemente de esta estar relacionada ou não a factores socioeconómicos, muito especificamente com a comercialização, neste caso, de uma vacina.Gostava de perguntar se algum dia a morte fetal ocupou as agendas de assunto necessário dos nossos profissionais de saúde e governo instituido como um problema de saúde pública, porque, afinal, é isso que ela também é - um assunto de saúde pública.
Em 2007 verificamos 11.200 casos de Perda Gestacional nos nossos hospitais públicos, excluídos os privados, por dificuldade da Direcção Geral de Saúde os obter. Será este número (muito longe dos valores reais) tão irrisório que mereça ser desprezado?
Não me parece ! ... mas a verdade é o que tem acontecido, ser ignorado.
Aproveito esta minha mensagem à sociedade que nos lê, para alertar de forma muito objectiva que todos os dias irão continuar a morrer bebés no ventre de mães, que a morte fetal não é apenas circunstâncial, existe, é um drama actual que deverá começar por ser olhado e sentido como uma realidade nua e crua.
Não se espantem e verbalizem afirmações do género "outro bebé que morreu!", não ... não se espantem assim tanto, porque infelizmente, quando todos nós andamos a passear, a sociabilizar, a ocupar a nossa atenção com outros assuntos polémicos, este continuará a persistir, mesmo depois de todos se esquecerem desta "terrível" vacina e destas mortes fetais vindas a público.
Não permitam que a sociedade vos tome por ignorantes nesta matéria, é como tenho sentido ultimamente o que os mídia tentam fazer, tomar-nos por ignorantes, quando manipulam este drama, fazendo-o parecer "coisa rara".
Lembrem-se ainda que estes pais continuarão a sofrer, mesmo quando todos nós acharmos que afinal, morte fetal, só acontece aos outros e a quem recebe a H1N1.


Há duas coisas completamente incompatíveis entre elas: Religião e Política.
Mas nem por isso deixamos de as discutir quase diariamente ... o mais engraçado é que as discutimos no sentido lato da palavra. Quase sempre, também, não medimos muito bem onde começa e termina a liberdade do outro, atropelando todos que contrariem a nossa ideia ou atitude.
Na religião, em específico, caimos inúmeras vezes no erro de só nos lembrarmos que até pertencemos a alguma, quando a desgraça nos bate à porta, caso contrário, podemos nem ter recordações religiosas na memória. Ou, por exemplo, decidir que temos que fazer o bem no Natal, apenas no Natal, ou corremos o risco de receber um enorme saco de carvão, em vez da fartura dos presentes que desejamos ao longo do ano inteiro.
Ou ainda, esperar que alguém chamado Saramago escreva um "Caim" e coloque todo o planeta a argumentar como religiosos eruditos, mesmo que nem o livro tenham lido. Mas discutir sobre religião é ainda estar In ... podemos nem ter uma cultura geral assim tão boa, mas religião, todos discutem, afinal até andámos na cataequese .. sim, temos, pelo menos, algumas luzes.
Assim é o ser humano ... e, por isso, queria partilhar com vocês um blog que promete: http://espirito.da.verdade.zip.net/
Se é sobre religião?
É !
Mas acho que vale a pena discutir sobre esta perspectiva.

Existem SE's na vossa vida?
Já pensaram que para deixarem de ser SE's basta apenas uma atitude?
Já pensaram como esses SE's podem e são manipuladores das nossas emoções. Como de repente algo simples, se transforma no caos, apenas porque nos lembramos de colocar um SE atrás?
Por que libertar esses SE's da nossa vida é tão complicado, se a maior parte das vezes até já decidimos sobre o assunto ... não entendo a quântica deste vocábulo.
SE eu quiser tudo é tãoooo simples, mas existe lá o SE e complica tudo.
O SE faz a diferença nas pequenas e grandes coisas, tudo se modifica quando o retiramos do nosso discurso, mas quando o colocamos tudo estagna ...
Afinal, odeio os SE's
Fiz o meu mapa astral kármico com a Dulce Regina, uma astróloga kármica de renome, é brasileira e possui, entre outros trabalhos, várias obras de literatura muito interessantes, a mais conhecida "Almas Gémeas".
Posso dizer-vos que fiquei estupefacta com as coisas que ela me disse, quer sobre mim, quer sobre todo o processo que diz respeito ao tema - Vidas passadas.
Não costumo manifestar-me muito acerca deste assunto, porque a verdade é que é um tema polémico, mas tenho uma enorme curiosidade sobre tudo que traduza a nossa passagem por este mundo, que nos faça reflectir sobre a forma como estamos nele e cujo fim não seja esse tão vazio de significado - morte (como ponto final).
Percebi muitos dos "problemas" que me foram surgindo ao longo da vida, percebi que sim, que realmente tenho uma missão (como todos temos), sei qual, apesar de ainda não saber ao certo como a cumprir na sua plenitude.
Percebo agora a ligação à minha filha e a prova pela qual estamos a passar.
Percebo que há muita coisa que descobrir em mim e acabei por descobrir também qual a minha alma gémea
...
Bem... pelo meu mapa astral, vivi por volta de 1920 (quando morri) em França ou Itália.
E esta hein?!....
Ando literalmente com a casa às costas ... mudámos esta segunda-feira, finalmente.
Deixámos o nosso singelo T3 e ocupamos a nossa humilde CASA. Digo casa, porque agora sinto que habito numa casa, não numa "gaiola" com 7 andares, um elevador, condomínio e condóminos.
Pergunto-me como conseguia ter tantas coisas circunscritas àquele apartamento ... é impressionante a nossa capacidade de ir armazenando objectos e utensílios sem rei nem roque.
Sinto-me plena com este projecto.
Sinto também que aqui permanecerei o resto da minha vida ...
Sinto ainda que iniciei outro ciclo, espero que sereno e reconfortante.
Aqui está a reportagem da Artémis na SIC ...
É um orgulho poder representar este projecto, que já por tantas dificuldades passou. É um orgulho perceber que a Vida me deu a possibilidade de construir sobre o destruído. É um orgulho saber que mesmo sem dar conta, consegui fazer a diferença na minha vida e mover outras vida.
Que a Artémis chegue onde mais anseio - ao MUNDO!

Meninas, hoje, a Artémis será emitida no Jornal da noite, no canal privado SIC,numa reportagem sobre a Perda Gestacional com a duração de 11 minutos, sim, leram bem, 11 minutos 
Esta reportagem contará com a presença da Drª Sandra Cunha, Psicóloga e Coordenadora do Dep. de Psicologia da Artémis, a Drª Ana Azevedo, Geneticista e colaboradora da Artémis, Drª Paula, Obstetra do Hospital D. Estefânia e dois testemunhos - Vera Pinto e Cristina Tudela.
Vejam e divulguem, é importante, cada vez mais, fazermos perceber esta realidade a quem a ignora consecutivamente.
Palavras para quê?...

Se fosse tão simples como carregar na tecla DELETE quando queremos apagar um registo, neste momento, vaporizava algumas pessoas da minha vida ... quanta hipócrisia! Que coisa feia!...![]()
É nestas alturas que me pergunto se fiz as opções de vida correctas ou se falhei redondamente quando permiti a entrada de circunstâncias e pessoas na minha vida. Às tantas, apenas foi uma insignificante circunstância do momento, mas que se tornou numa responsabilidade significante com o tempo.
Apesar disso, não consigo deixar de pensar quão inflexível sou quando ferem a minha maior grandeza - a entrega total (até prova em contrário).
Em análise na revista Peritia http://www.revistaperitia.org/
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Nada, mas nada é pior do que estarmos presas a qualquer coisa do nosso passado.
É castrador ....
Caramba!... continuo a ir ao encontro do meu e, quando penso que me desprendi, voltam as saudades de mim própria.
Quererá isto dizer que fiquei presa algures na minha história?
Ou será que alguém me fez prisioneira dessa história?
Lembro-me de ler Fernando Pessoa (e por isso me apaixonei por ele) e perceber como ninguém aquelas suas deambulações de poeta pelas recordações da sua infância. As enormes extensões de texto poético que descreviam sensações de saudosismo inacto de um tempo que deixara tantas coisas por resolver dentro daquela alma fingidora. Eu, com apenas os meus 20 anos de idade, vidrava-me nas leituras que o meu querido professor de literaruta universitária oralizava.
Eu percebia e identificava-me com este grandioso escritor como poucos colegas de curso conseguiam ... engraçado como ainda hoje me fascinam os seus textos e os procuro para me perceber.
Sem dúvida que, sem querer reviver o que vivi, quereria tudo de volta.
Para quê?
Pois ... talvez não o quisesse voltar a viver assim, para que num hoje qualquer, não estivesse tão enfeitiçada por ele.

O jornal regional Diário do Minho fez-me uma pequena entrevista para assinalar o Dia Nacional da Perda Gestacional, a 15 de Outubro precisamente. Deixo-vos os Link's para acederem ao conteúdo, caso vos desperte a curiosidade este assunto tão importante chamado Perda:
http://img88.imageshack.us/i/28653pag21.pdf/
e
http://img3.imageshack.us/i/28651pag06.pdf/
Com o aproximar-se do dia 15 de Outubro (Dia pretendido para o Dia Nacional da Perda Gestacional), a Artémis foi convidada a fazer uma reportagem para o canal privado SIC. Foi com muito orgulho que recebi a confirmação pela jornalista Catarina Carvalho desta reportagem, que será transmitida pelo Telejornal desta mesma estação.
Durante esta semana far-se-ão as gravações com:
A Psicóloga da Associação
Uma geneticista colaboradora da associação
Uma Obstectra
2 testemunhos: um sobre a perda no 1º trimestre (6 perdas consecutivas); outro com uma perda no 3º trimestre (40 semanas)
Todas estas pessoas representarão a realidade da perda gestacional com a simplicidade e humildade necessária que a mensagem, do que este mundo representa, exige. A elas dedico o meu carinho e estima.
Nunca é fácil falarmos da Perda, principalmente quando falamos da nossa...